Foi nesse contexto que perguntamos: o que nos sustenta?
A resposta não vem de fora.
Vem do invisível — daquilo que não se fotografa, mas se sente. Do silêncio antes da criação, da fé que antecede o gesto, da coragem de permanecer fiel à própria essência mesmo quando o mundo muda de forma.
Alicerce é sobre essa sustentação invisível.
A que existe no olhar, no afeto, na intuição e na alma que habita cada criação.
É sobre o fio que une o visível e o invisível, o novo e o eterno, a matéria e o espírito.
Na forma, na textura e no corte, há um convite a esse retorno à base: o essencial que não se dissolve com o tempo.
Porque o que nos sustenta não é o concreto, é o invisível que o gera.